Hoje resolvi compartilhar nesse espaço um dilema que estou vivendo e que tem me levado a pensar nas prioridades e reordenar a vida e as emoções.
Bom, vou tentar resumir e ao longo de toda história vou esclarecendo algo que faltar.
Há 7 anos venho sofrendo com dores nas costas, na verdade sofro de dores há mais tempos, mas nada tão intenso como ficou nesses últimos anos. Procurando um ortopedista de confiança e depois de tratamento medicamentoso e muita fisioterapia, sem muita melhora, ele me pediu que procurasse um neurocirurgião para que fosse diagnosticada corretamente se seguisse um tratamento especializado. Foi o que fiz. Diante do médico escolhido, fui orientada a fazer exames que dariam um diagnóstico mais preciso. Começava ali minha saga... Depois de exames feitos (ressonância magnética e raio X) voltei ao médico que me disse que eu estava com 3 hérnias de disco (L3-L4, L4-L5 e L5-S1) e que existia também desgaste ósseo. Pronto, meu mundo caiu, as dores não eram musculares, não adiantavam remédios, o problema existia e não era simples.
Daí pra cá foram muitas batalhas. Perda de peso, fisioterapia, remédios e muita reeducação, muita limitação na verdade. E ainda, algumas crises, de dor aguda, em que fui parar no hospital, porque algum "passo em falso", um movimento diferente, um salto alto numa festa, um dia de trabalho mais tenso e eu "travava".
Ai vinha toda uma rotina de dor aguda, remédios fortíssimos, estômago estourado e ainda todos os efeitos colaterais da medicação (codeína e morfina) que me deixam sempre muito mal.
Enfim, nos dois últimos anos as coisas só pioraram, comecei a ter crises cada vez mais intensa, cada vez mais frequentes. E tudo isso só me fez uma pessoa triste, com a sensação de impotência e invalidez. Muitas limitações e a cada movimento eu antes tinha que pensar e planejar como faria.
E lá ia eu, começar tudo de novo, fisioterapia, remédio, tristeza... Chorei muitas vezes, xinguei algumas, me revoltei e algumas vezes perguntei à Deus por quê? Castigo, provação, enfim, passa tudo pela cabeça né?!
Mas era assim, começar de novo...
O pior é que era um recomeço que me levaria sempre ao mesmo lugar, eu não via solução.
Foi aí que comecei uma verdadeira via-sacra por médicos. Não por não confiar no meu, que me diagnosticou como "caso cirúrgico", mas porque na verdade eu queria fugir da cirurgia, achar uma alternativa, uma forma de me recuperar.
Passei por vários médicos, e por último, um especialista em São Paulo, graças ao carinho e cuidado dos meus patrões. No entanto, todos indicaram cirurgia!
Ai começou outro dilema, me convencer e tirar da cabeça todos os "tabus" em torno do assunto. E ainda lidar com todas as opiniões ao redor, desde pai, mãe, marido e todos da minha rotina, que com tantas licenças e afastamentos acabaram se tornando cientes do meu problema e passaram a opinar.
Mas essa situação eu ainda conseguia administrar o mais difícil é aceitar comigo mesma tudo que significa uma artrodese na minha vida!
Sim, artrodese é o nome do procedimento cirúrgico que vai fixar minhas vértebras. Porque segundo o médico, o que está acontecendo na minha coluna é uma instabilidade que causa dor e que só vai cessar com essa fixação.
Bom, é isso, cirurgia! E eu morrendo de medo, comecei os procedimentos pré-operatórios e dia 3 de maio começo os exames.
Pra diminuir um pouco a angustia, dividir os medos, quem sabe trocar experiência e ouvir opiniões é que vou usar esse espaço para relatar toda essa experiência.
Bóra lá?! Coragem...

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